O direito à educação na justiça juvenil: uma análise à luz das Regras de Beijing
Resumo
As Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça da Infância e da Juventude representam um marco internacional na proteção dos direitos da justiça juvenil. Antes da publicação dessas regras, crianças e adolescentes que cometiam crimes ou contravenções penais eram penalizados pelos Estados, sem qualquer consideração à sua condição de pessoa em desenvolvimento. As Regras de Beijing foram criadas diante do esforço da comunidade internacional para estabelecer diretrizes que assegurem um tratamento proporcional, humanizado aos menores de idade que cumprem medida socioeducativa. Diante desse cenário, vislumbra-se a educação como elemento primordial no processo de ressocialização. A relevância do estudo reside na necessidade de ampliar o debate sobre a garantia de direitos fundamentais, como a educação no contexto da justiça juvenil, muitas vezes marcado por omissões e violações. Com isso, este artigo tem o objetivo de analisar a forma como o direito à educação é concebido nas Regras de Beijing. Ademais, este artigo foi elaborado a partir de um estudo bibliográfico e documental, utilizando como fontes principais bibliografias da área da educação, doutrinas sobre direitos humanos e documentos produzidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os resultados evidenciam que, embora as Regras de Beijing reconheçam a importância do direito à educação, o documento trata o tema de forma ampla, o que demanda articulação com outros instrumentos normativos para garantir sua efetivação.Downloads
Publicado
2025-11-02
Como Citar
Silva Marques, E. ., & Eloysa Eckert, B. . (2025). O direito à educação na justiça juvenil: uma análise à luz das Regras de Beijing. Revista Panorâmica Online, 48(1), 144–165. Recuperado de https://periodicoscientificos.ufmt.br/revistapanoramica/index.php/revistapanoramica/article/view/1836
Edição
Seção
Artigos



