Ângulos não treinados também são contemplados? Uma análise da transferência de força dinâmica e isométrica após o treinamento com diferentes amplitudes de movimento

Autores

  • Paulo Ricardo De David Evangelho
  • Marina Gurgel Simões
  • Deivid Ribeiro Rodrigues
  • Lucas Túlio de Lacerda
  • Gustavo de Conti Teixeira Costa
  • Henrique de Oliveira Castro
  • Gustavo Ferreira Pedrosa

Resumo

Introdução: Ainda é questionável até que ponto a força adquirida em determinada amplitude de movimento (ADM) pode ser transferida para ângulos não treinados. Objetivo: Investigar se a manipulação da ADM no exercício banco extensor de joelhos influencia a transferência de força para ângulos não treinados, considerando medidas de força dinâmicas e isométricas. Métodos: 20 jovens não treinadas foram randomizadas em dois grupos de treinamento diferenciados pela ADM: amplitude parcial inicial (API: 100°–65° de flexão de joelho, n = 10) e amplitude parcial final (APF: 65°–30°, n = 10). O programa consistiu de 12 semanas de treinamento, realizado três vezes por semana com intensidade e volumes equiparados. Antes e após a intervenção, todas as participantes foram submetidas a testes de uma repetição máxima (1RM) nas duas faixas de ADM e a testes de contração isométrica voluntária máxima (CIVM) nos ângulos de 30° e 100°. A transferência de força foi quantificada pelo cálculo do coeficiente de transferência de força (CT). Resultados: No teste de 1RM, o grupo API apresentou maior CT (0,61) em comparação ao grupo APF (0,36). No teste de CIVM, o grupo APF obteve maior CT (0,56) em relação ao grupo API (0,008). Conclusão: A manipulação da ADM influência de forma direta a transferência de força. O treinamento em API favorece maior transferência de força máxima para outras ADM em testes dinâmicos, enquanto o treinamento em APF promove maior transferência de força em ângulos não treinados durante contrações isométricas, sugerindo adaptações específicas conforme o tipo de estímulo.

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Publicado

2025-11-02

Como Citar

De David Evangelho, P. R. ., Gurgel Simões, M. ., Ribeiro Rodrigues, D. ., de Lacerda, L. T., Teixeira Costa, G. de C. ., de Oliveira Castro, H. ., & Ferreira Pedrosa, G. . (2025). Ângulos não treinados também são contemplados? Uma análise da transferência de força dinâmica e isométrica após o treinamento com diferentes amplitudes de movimento. Revista Panorâmica Online, 48(1), 128–143. Recuperado de https://periodicoscientificos.ufmt.br/revistapanoramica/index.php/revistapanoramica/article/view/1835

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