
Weis et al.
Nativa, Sinop, v. 10, n. 3, p. 391-399, 2022.
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Tabela 1. Erros fornecidos pelo relatório de processamento do
sofware Agisoft Metshape Profesional com a inserção dos pontos
de controle, contendo os erros médios de localização da câmera,
onde o eixo X correponde ao Leste, o eixo Y ao Norte e o eixo Z
a Altitude.
Table 1. Errors provided by the Agisoft Metshape Professional
software processing report with the insertion of control points,
containing the average camera location errors, where the X axis
corresponds to East, the Y axis to North and the Z axis to
Altitude.
Pontos
Pontos
Erro total nas três dimensões
2.2. Processamento de imagens
O processamento das imagens ocorreu em duas etapas, a
primeira foi a confecção do Modelo Digital de Terreno
(MDT) executada no software Agisoft Metashape
Professional versão 1.4.1, a partir da reprojeção dos arquivos
de imagem que estavam no formato JPEG, para o Sistema de
Referência de Coordenadas – EPSG 31981, coordenadas
UTM, fuso 21, Datum Sirgas 2000. Após isso ocorreu o
alinhamento dos arquivos JPEG e geração da nuvem esparsa
de pontos. A nuvem esparsa de pontos foi densificada para a
produção de um arquivo 3D, que deu base para a geração do
ortomosaico e para o modelo digital de elevação (MDE). A
nuvem densa de pontos foi classificada no metashape, para a
geração de um modelo digital que excluísse os elementos
presentes no terreno sobre a o solo, tais como postes,
árvores, etc, resultando no MDT. O ortomosaico, o MDE e
o MDE classificado foram exportados no formato Geotiff.
Na segunda, a partir do MDE classificado e importado
para o programa ArcGis, na confecção da rede de drenagem
da área de estudo, utilizando as ferramentas de Spatial
Analyst. O processamento de dados se deu de acordo com as
etapas contidas no fluxograma da Figura 2.
2.3. Gerando a direção de fluxo
O primeiro passo para a delimitação de microbacias foi a
confecção da direção de fluxo de água da rede de drenagem
na área de estudo. Essa direção simula o caminho que a água
e os sedimentos percorrem através da topografia da área de
estudo (NARDI et al., 2008), sendo o dado base para
trabalhos de modelagem hidrológica.
Para a confecção da direção de fluxo foi utilizada a
ferramenta Flow Direction, contida na caixa de ferramentas
Hidrology no menu Spacial Analyst.
2.4. Preenchimento de falhas do MDE
O MDE é proveniente de um mosaico de nuvem de
pontos densificada, com resolução espacial de
aproximadamente 2 cm por pixel, com poucas distorções
derivadas principalmente de ruídos na mosaicagem, e que
contém pequenas falhas sob a forma de pixels espúrios, que
devem ser corrigidos (LUEDELING et al., 2007).
Figura 2. Fluxograma de trabalho para a rotina de confecção de rede
de drenagem da área executado no software ArcGis.
Figure 2. Work flowchart for the routine of making a drainage
network in the area executed in the ArcGis software.
A correção dessas falhas se deu em duas etapas. Na
primeira foi utilizada a ferramenta Sinks, responsável por
identificar as falhas existentes no MDE utilizando como dado
de entrada o produto gerado anteriormente na direção de
fluxo. Este processo visa corrigir pixels ou células com
valores muito menores que seus vizinhos, causando um
buraco no MDE, onde não deveria haver um.
Após a identificação das falhas é necessário preenchê-las,
para isso utilizou-se a ferramenta Fill que deve ser executada
diretamente no MDE, e não na direção de fluxo como
anteriormente. Essa função terá gerado um novo MDE já
corrigido, e é este produto que será usado nas próximas
etapas de processamento.
2.5. Gerando a acumulação de fluxo
A acumulação de fluxo (ou fluxo acumulado) é também
denominada área de captação, e segundo MENDES &
CIRILO (2001) representa a rede hidrográfica ou rede de
drenagem da área de estudo.
Para gerar o fluxo acumulado foi utilizada a ferramenta
Flow Direction do ArcGis, o dado de entrada é o MDE já
corrigido, e na opção tipo de dado deve-se mudar para inteiro
(interger).
O produto de saída do fluxo acumulado é a rede de
drenagem, gerada a partir dos pontos de maior profundidade
do relevo, a acumulação de fluxo mostra sulcamentos no
terreno, que podem ser processos erosivos, sendo possível
individualizar as erosões lineares e mediante interpretação
conjunta com o ortomosaico de imagens aéreas, inferir a
tendência de evolução do processo erosivo.
O fluxo acumulado foi vetorizado utilizando as
ferramentas de edição do software com o intuito de ser
utilizado posteriormente na sobreposição de dados para uma
melhor visualização dos mesmos.
Para traçar o perfil de evolução dos processos erosivos da
área utilizou-se o MDE, o fluxo acumulado e as curvas de
nível geradas para a área de acordo com a metodologia
utilizada. Com os arquivos sobrepostos é possível identificar
a direção de crescimento de cada processo erosivo.