A vida dos A’uwẽ: saúde, terra e ambiente
DOI:
https://doi.org/10.48074/aceno.v12i30.20478Resumo
O presente artigo analisa o papel do sentido da territorialidade nos (as) Xavante de Marãiwatsédé. A partir de nossa experiência de campo, vislumbramos que o pertencimento e a necessidade de reconhecimento do território estão no cerne do problema da integralização da saúde do povo Xavante. Para os (as) indígenas, não há hierarquia ou dissociação entre os humanos e a natureza, porque a terra é de onde todos nós viemos. Essa concepção de vida contrasta com o modo de ser capitalista em que o sentido de pertença se depara com o individualismo vigente. Vemos ao longo do texto que a distinção entre Unwelt, Mitwelt e Eigenwelt nos ajuda a pensar o mundo contemporâneo cindido pelo dinheiro e pela propriedade e fundado sobre os alicerces de uma desconexão profusa com a natureza. Nos povos da floresta, não há distinção entre estes três mundos, já que a terra não é cindida, mas integral. A terra e não o território constitui a subjetividade indígena. Seguindo essa ideia, nos deparamos com o papel da terra na experiência Xavante para resgatar a saúde em sua integralidade.
Palavra-chave: Xavante, saúde, integralidade, vida, terra.
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