A vida dos A’uwẽ: saúde, terra e ambiente

Autores

  • Haya Del Bel hayadelbel@gmail.com
    Universidade Federal de Mato Grosso
  • Leonardo Pinto de Almeida leonardo.p.almeida@gmail.com
    Universidade Federal de Mato Grosso

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i30.20478


Resumo

O presente artigo analisa o papel do sentido da territorialidade nos (as) Xavante de Marãiwatsédé. A partir de nossa experiência de campo, vislumbramos que o pertencimento e a necessidade de reconhecimento do território estão no cerne do problema da integralização da saúde do povo Xavante. Para os (as) indígenas, não há hierarquia ou dissociação entre os humanos e a natureza, porque a terra é de onde todos nós viemos. Essa concepção de vida contrasta com o modo de ser capitalista em que o sentido de pertença se depara com o individualismo vigente. Vemos ao longo do texto que a distinção entre Unwelt, Mitwelt e Eigenwelt nos ajuda a pensar o mundo contemporâneo cindido pelo dinheiro e pela propriedade e fundado sobre os alicerces de uma desconexão profusa com a natureza. Nos povos da floresta, não há distinção entre estes três mundos, já que a terra não é cindida, mas integral. A terra e não o território constitui a subjetividade indígena. Seguindo essa ideia, nos deparamos com o papel da terra na experiência Xavante para resgatar a saúde em sua integralidade.

Palavra-chave: Xavante, saúde, integralidade, vida, terra.

Biografia do Autor

  • Haya Del Bel, Universidade Federal de Mato Grosso

    Socióloga, Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com estágio de doutoramento na Facultad de Filosofía da Universidad Complutense de Madrid. Professora de Saúde Coletiva no Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal do Mato Grosso. Diretora do Instituto de Saúde Coletiva/UFMT. Membro do Núcleo de Estudo em Saúde, Ambiente e Trabalho (NEAST/ISC). Email: 

  • Leonardo Pinto de Almeida, Universidade Federal de Mato Grosso

    Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.  Professor Associado IV do Departamento de Letras da Universidade Federal do Mato Grosso, Professor do quadro permanente do Programa de Pós-graduação em Psicologia (Estudos da Subjetividade) da Universidade Federal Fluminense e do Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal de Mato Grosso, Coordenador do Ciclo de Leituras LaLit (latinoamericanidades literárias), Colaborador do RA2IL (Réseau pour une Approche Interdisciplinaire et International de la Lecture), Membro Associado do Instituto Riva-Agüero da PUC-Peru, Editor da Revista ECOS - Estudos Contemporâneos da Subjetividade e Membro do Conselho Editorial da EdUFMT.

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Publicado

25-01-2026