Entre cuidado e controle: moralidades, burocracias e relações familiares no Conselho Tutelar
DOI:
https://doi.org/10.48074/aceno.v12i30.20292Resumo
Este artigo analisa como, ao intervir nos conflitos familiares, o Conselho Tutelar destaca o cuidado materno, qualificando-o sobre a lógica da vigilância e da suspeita. A partir de pesquisa etnográfica realizada em um conselho tutelar da Baixada Fluminense, argumenta-se que essas classificicações seguem moralidades situacionais próprias da instituição (EILBAUM, 2009), que definem quais práticas familiares são reconhecidas como legítimas e quais são tratadas como desajustadas. Desta forma apresento como a atuação do conselho assume a forma de cuidado, mas como predomina uma rotina burocratizada - registros, relatórios e encaminhamentos. Ao confrontar moralidades institucionais e demandas familiares evidencia-se como o cuidado estatal opera como controle mas do que como resposta efetiva as necessidades apresentadas pelas infâncias e suas famílias.
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