Entre cuidado e controle: moralidades, burocracias e relações familiares no Conselho Tutelar

Autores

  • Francielly Silva Costa Alves Rocha franciellycostaalves@hotmail.com
    PPGA-UFF

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i30.20292


Resumo

Este artigo analisa como, ao intervir nos conflitos familiares, o Conselho Tutelar destaca o cuidado materno, qualificando-o sobre a lógica da vigilância e da suspeita. A partir de pesquisa etnográfica realizada em um conselho tutelar da Baixada Fluminense, argumenta-se que essas classificicações seguem moralidades situacionais próprias da instituição (EILBAUM, 2009), que definem quais práticas familiares são reconhecidas como legítimas e quais são tratadas como desajustadas. Desta forma apresento como a atuação do conselho assume a forma de cuidado, mas como predomina uma rotina burocratizada - registros, relatórios e encaminhamentos. Ao confrontar moralidades institucionais e demandas familiares evidencia-se como o cuidado estatal opera como controle mas do que como resposta efetiva as necessidades apresentadas pelas infâncias e suas famílias. 

Downloads

Publicado

25-01-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático Enfoques Contemporâneos sobre os Estudos do Cuidado