Oferta pública de cuidado infantil e (des)igualdade de gênero no trabalho reprodutivo: evidências municipais no Brasil a partir do Datacuidados (2015–2024)
DOI:
https://doi.org/10.48074/aceno.v12i30.20289Resumo
O estudo discute a persistência das desigualdades de gênero no trabalho reprodutivo, com foco na sobrecarga feminina em atividades domésticas e de cuidado não remunerado, e analisa em que medida a oferta pública de cuidado infantil pode mitigar esse cenário no Brasil. Parte-se da compreensão do cuidado como categoria central para a reprodução da vida social e para políticas que redistribuam responsabilidades entre Estado, mercado e famílias. O objetivo é avaliar como a expansão e a qualidade da oferta pública de creches e pré-escolas influenciam a redução das disparidades de gênero. A pesquisa, de caráter bibliográfico e documental, utiliza dados da plataforma DataCuidados (2015–2024) e revisão de literatura, articulando análises quantitativas e qualitativas. Os resultados mostram que as mulheres seguem assumindo a maior parte do cuidado, sobretudo as de baixa renda e negras. Conclui-se que ampliar a oferta pública pode reduzir desigualdades e favorecer maior equidade social.
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