O futebol brasileiro: instituição zero

de Simoni Lahud Guedes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i30.20111


Resumo

O livro O futebol brasileiro: instituição zero, de Simoni Lahud Guedes, resgatado após o incêndio do Museu Nacional, é uma obra pioneira na Antropologia do Esporte. Com base em sua dissertação de mestrado de 1977, Guedes analisa o futebol como fenômeno social, indo além do lazer, e o compreende como representação simbólica da identidade brasileira. Dividida em quatro capítulos, a obra percorre temas como o lazer, a dinâmica do jogo, a atuação da imprensa nas Copas e a relação do futebol com operários urbanos de Bangu. A autora oferece uma etnografia sensível do campo de jogo, destacando a imprensa como produtora de discursos que ora unem, ora racializam a derrota. Ao final, defende o futebol como instituição multifacetada e campo fértil para estudos sociais. A reedição da obra é tanto um tributo à autora quanto uma contribuição atemporal aos estudos do futebol no Brasil.

Biografia do Autor

  • Adriano da Silva e Silva, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

    Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade - PPGREC/UESB/ODEERE (2025-atual) e Pesquisador financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia - FAPESB. Pós-Graduando Lato Sensu em Gestão Escolar pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB (2025-atual). Especialista em Docência com ênfase na Educação Inclusiva, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais - IFMG (2023-2024). Pedagogo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB/Jequié (2018-2022).

  • Danilo César Souza Pinto, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

    Antropólogo. Bacharel em Ciências Sociais (2004) e mestre em Ciências Sociais (2007; com ênfase em Antropologia Social) pela Universidade Federal de São Carlos. Doutor em Antropologia Social (2013) pela mesma instituição, com a tese "Homenagens do Legislativo: uma etnografia dos processos simbólicos do estado". Estágio de pós-doutorado junto ao Departamento de Antropologia (DAN/UNICAMP, 2021) em pesquisa sobre ações afirmativas para indígenas no Ensino Superior. Investigador Visitante Júnior (2010-2011) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Professor e pesquisador com experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia do Estado, sociedades indígenas e Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: burocracia, política, educação e diversidade étnico-racial, educação indígena e sociedade brasileira. Atualmente é Professor Pleno de Antropologia Social na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Jequié, professor e coordenador do Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade (PPGREC/UESB) e membro do grupo de pesquisa "Grupo de Estudos em Temática Indígena e Interculturalidade (GETII)". Membro-fundador do PETI-Direitos Humanos (UESB/Jequié), que reúne estudantes indígenas e não indígenas sob a pauta das ações afirmativas, acesso, permanência e representações dos povos indígenas na sociedade brasileira.

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Publicado

25-01-2026