As PICs e as dinâmicas de poder na saúde
DOI:
https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.19553Resumo
Este artigo reflexiona como as dinâmicas de poder sugestionam a implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no SUS. A metodologia empregada foi a qualitativa interpretativa. Discorre-se sobre as PICS, regulamentadas a partir da PNPIC de 2006, como práticas de cuidado, mas que enfrentam desafios ao serem ajustadas à lógica do sistema. Aborda-se a hegemonia biomédica e a imposição dos critérios científicos modernos que, embora expressem segurança, limitam práticas que correspondem a outras racionalidades. O artigo também discute o deslocamento da responsabilidade do cuidado para o indivíduo, promovido pelo autocuidado, que permite mais autonomia ao sujeito, porém, alinhado a uma lógica neoliberal suprime a atuação estatal direta. Por fim, consideram-se as demandas de financiamentos mais robustas à políticas públicas que ascendam a diversidade cultural e garantam acesso equitativo ao cuidado, e o suscitar de um diálogo efetivo entre diferentes racionalidades, incentivando o pluralismo e o reconhecimento de práticas de cuidado nos seus próprios saberes.
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