Ensaio sobre o não-vazio: encantados, Jurema e o Nordeste indígena em movimento

Autores

  • Maria Carolina Arruda Branco marrudabranco@gmail.com
    Universidade Federal de São Carlos

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.19118


Resumo

O presente trabalho marca o início de uma reflexão desenvolvida pela pessoa autora ao longo do doutorado. A questão do “vazio” é analisada a partir de discursos coloniais e da formação do Estado-nação brasileiro, que caracterizam o Nordeste, especialmente sua região interiorana de clima semiárido, como um vazio demográfico. Este estudo busca evidenciar que essa região é, na verdade, berço de diversos povos, vegetações e seres outros-que-humanos, que, desde a invasão de suas terras no século XVI, seguem resistindo até os dias de hoje. Com base no campo etnográfico da pesquisa, analisa-se o deslocamento do povo Ibiramã Kiriri do Acré da Bahia para Minas Gerais e como essa migração mobiliza um conjunto de relações que se fortalece e retoma o território de origem na feitura de um novo lugar.

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Publicado

2025-07-31

Edição

Seção

Dossiê Temático Antropologias dos desertos