Entre os vazios do cerrado e a abundância da memória: a história de resistência de Dona Laurentina, matriarca do Quilombo de Mumbuca

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.19116


Resumo

Este artigo analisa a história de resistência e as transformações vivenciadas na comunidade quilombola de Mumbuca, no Tocantins, a partir das narrativas de Dona Laurentina, matriarca centenária. Através de uma abordagem etnográfica com ênfase nas memórias de uma anciã, o trabalho analisa como a história e a cosmologia quilombola ressignificam o território, desafiando noções de "vazio" e "abundância" no cerrado do Jalapão. A narrativa de Dona Laurentina revela a centralidade das mulheres na preservação cultural e na luta pela terra, destacando o artesanato de capim dourado como eixo de transformação socioeconômica e de gênero. O estudo contribui para os debates sobre resistência, memória, cosmologia e identidade em comunidades tradicionais.

Biografia do Autor

  • Alice Agnes Spíndola Mota Pinho, Universidade Federal do Tocantins

    Pós-doutora em Comunicação e Arte pela Universidade de Aveiro (2023). Doutora em Antropologia pelo ISCTE (2016) com reconhecimento da UFPE (2017) possui graduação em Comunicação Social - Social pela Fundação Universidade Federal do Tocantins (2007), mestrado em Desenvolvimento Regional pela Fundação Universidade Federal do Tocantins (2010) e Formação em Estudos Avançados de Antropologia (2011). Integrante do grupo de pesquisa Comunicação, Direitos e Igualdade (CODIG) e coordenadora de dois projetos de desenvolvimento de tecnologia Mhealt.

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Publicado

31-07-2025

Edição

Seção

Dossiê Temático Antropologias dos desertos