“Mercado Sul é patrimônio cultural”: a saga pelo reconhecimento de identidades e práticas periféricas em Taguatinga, Distrito Federal

Autores

  • Ana Luiza Noronha ananc25@gmail.com
    Universidade de Brasília
  • Sara Santos Morais sarasmorais@gmail.com
    Universidade de Brasília/Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.18696


Resumo

Fundado como um mercado popular no Distrito Federal em 1958, na Região Administrativa de Taguatinga, o Mercado Sul (MS) está passando por um complexo processo de patrimonialização. Esse território, que tem enfrentado momentos de valorização e de marginalização em sua trajetória social, está atualmente ocupado por iniciativa de um movimento iniciado em 2015 denominado Mercado Sul Vive! (MSV). As principais demandas relacionadas à ocupação são o direito à cultura, à cidade e à moradia de forma atrelada, indo contra a especulação imobiliária do local. Além de reivindicar a permanência da ocupação, paralelamente, o movimento cultural tem se valido da possibilidade de suas práticas serem reconhecidas como Patrimônio Cultural do Distrito Federal, como estratégia de valorização e efetiva salvaguarda do território. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é abordar as tensões entre Estado e Sociedade Civil durante esse processo de patrimonialização ainda em andamento, bem como compreender as orientações políticas, as tensões e as estratégias locais nele envolvidas. Os detentores do Mercado Sul construíram tecnologias sociais e mecanismos de articulação que foram fundamentais para a permanência da ocupação no território. Também é um espaço diverso, que se apropriou de sua identidade cultural e que influencia outros movimentos culturais periféricos, desafiando as lógicas estatais e os discursos autorizados de patrimônio.

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Publicado

2025-07-31

Edição

Seção

Prêmio Mário de Andrade