Trabalho, dádiva e solidariedade: reflexões sobre as ações realizadas com coletivos de trabalhadoras sexuais em Belo Horizonte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.18518


Resumo

Este artigo visa refletir criticamente sobre as ações realizadas junto às trabalhadoras sexuais de Belo Horizonte em um projeto voltado para o trabalho, a saúde e a autonomia dessas profissionais, com ênfase no enfrentamento do estigma relacionado à prostituição. Para tanto, discute-se o processo de cooperação e a interlocução entre a equipe do projeto e as prostitutas, bem como os seus limites. Com base no conceito de dádiva, definido por Marcel Mauss, e retomado por autores contemporâneos, reflete-se como o estigma associado ao trabalho sexual correspondeu a um elemento central para a motivação das trabalhadoras sexuais nas ações realizadas, no entanto, outras ações não tiveram a mesma ressonância entre elas. Conclui-se que, diferentemente da proposta inicial, centrada em aspectos econômicos, o envolvimento das trabalhadoras sexuais nas ações pareceu estar ligado a articulações mais amplas, como a inclusão nas políticas públicas, o reconhecimento de seus direitos e a regulamentação da profissão.

Biografia do Autor

  • Paloma Coelho, Instituto René Rachou/Fiocruz Minas

    Doutora e mestre em Ciências Sociais pela PUC-MG, graduada em Turismo pela PUC-MG. Atualmente é Pós-doutoranda pelo Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) e professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do IRR/Fiocruz Minas.  

  • Juliana Gonzaga Jayme, PUC Minas

    Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, mestre em Antropologia Social pela Unicamp, graduada em Ciências Sociais pela UFMG. Professora do departamento e do Programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUC Minas. Pesquisadora do CNPq – Processo 312958/2022-6

  • Marcelo Braga, Fiocruz Minas

    Doutor e mestre em Ciências Sociais pela PUC-MG, graduado em Ciências Econômicas pela PUC-MG. Atualmente é Pós-doutorando pela Fiocruz Minas.

  • Zelia Profeta, Fundação Oswaldo Cruz

    Doutora em Parasitologia pela UFMG, mestre em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz, graduada em Farmácia pela UFMG. Atualmente é Pesquisadora em Saúde Pública do IRR/Fiocruz Minas e Chefe de Gabinete da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz.

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Publicado

2025-07-31

Edição

Seção

Artigos Livres