Trabalho, dádiva e solidariedade: reflexões sobre as ações realizadas com coletivos de trabalhadoras sexuais em Belo Horizonte
DOI:
https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.18518Resumo
Este artigo visa refletir criticamente sobre as ações realizadas junto às trabalhadoras sexuais de Belo Horizonte em um projeto voltado para o trabalho, a saúde e a autonomia dessas profissionais, com ênfase no enfrentamento do estigma relacionado à prostituição. Para tanto, discute-se o processo de cooperação e a interlocução entre a equipe do projeto e as prostitutas, bem como os seus limites. Com base no conceito de dádiva, definido por Marcel Mauss, e retomado por autores contemporâneos, reflete-se como o estigma associado ao trabalho sexual correspondeu a um elemento central para a motivação das trabalhadoras sexuais nas ações realizadas, no entanto, outras ações não tiveram a mesma ressonância entre elas. Conclui-se que, diferentemente da proposta inicial, centrada em aspectos econômicos, o envolvimento das trabalhadoras sexuais nas ações pareceu estar ligado a articulações mais amplas, como a inclusão nas políticas públicas, o reconhecimento de seus direitos e a regulamentação da profissão.
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