Entre raízes e relações: notas sobre saúde ecossistêmica como resistência no Quilombo Mesquita

Autores

  • Francisco Octávio Bittencourt de Sousa francisco3505@gmail.com
    Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.17472


Resumo

Este artigo aborda a aplicação da abordagem ecossistêmica para analisar a interação entre saúde e ambiente em níveis microssociais, com foco nos territórios quilombolas. Examina-se como a construção desses territórios é um processo coletivo influenciado por saberes, destacando a importância vital do território para a reprodução física, social, econômica e cultural. As práticas de cuidados com a saúde e o meio ambiente são exploradas como elementos cruciais dessas territorialidades, enraizadas em cosmologias e valores desafiadores. O percurso metodológico, vinculado a um projeto de pesquisa participativa em uma Residência Multiprofissional, é contextualizado, destacando a experiência prática no Quilombo Mesquita. Este estudo contribui para entender a relação entre as territorialidades quilombolas e a saúde ecossistêmica.

Biografia do Autor

  • Francisco Octávio Bittencourt de Sousa, Universidade de Brasília

    Doutorando e mestre em Desenvolvimento Sustentável pela UNB, Francisco Sousa é formado em Antropologia e Licenciatura em Ciências Sociais. Destaca-se como autor do livro "Se o grileiro vem, pedra vai" (2022) e co-apresentador do podcast homônimo. Reconhecido com menção honrosa no X Prêmio de Direitos Humanos da Reunião Brasileira de Antropologia e premiado em segundo lugar no Prêmio Martin Novión de Melhor Dissertação de Graduação em Antropologia pela UNB. Seus interesses de pesquisa abrangem conflitos agrários, meio ambiente e direitos humanos, com foco em indígenas e PCTs.

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Publicado

2025-07-31

Edição

Seção

Artigos Livres