Do um e do múltiplo: diálogo entre as teorias de Simmel e Clastres sobre a natureza da liberdade individual nas sociedades burguesas e indígenas
DOI:
https://doi.org/10.48074/aceno.v12i28.16504Resumo
O artigo tem o objetivo de destacar e promover o debate entre dois vieses quanto ao papel da liberdade individual na constituição das sociedades modernas e tradicionais, segundo termos eurocêntricos das ciências sociais clássicas que se referem, respectivamente, às sociedades burguesas e às indígenas. Abordam-se os conceitos de liberdade presentes nas obras do sociólogo Georg Simmel e do filósofo-antropólogo Pierre Clastres, que refletem sobre qual o modelo de sociedade que permite maior liberdade para seus membros. Conclui-se que, embora o ideal de liberdade individual seja o lema das sociedades burguesas, nela os indivíduos estão mais subordinados aos comandos sociais e às hierarquias políticas do que desejariam estar. No sentido contrário, manifestam-se as sociedades indígenas como opostas à produção de desigualdades. O diálogo entre Simmel e Clastres explicita o antagonismo que ambos exercem ao saber positivista, o que, de certo modo, caracteriza-os como pensadores outsiders nas ciências sociais.
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