PRESERVAÇÃO DOS SABERES TRADICIONAIS NO EXEMPLO DO PROJETO ERVA MEDICINAL – FARMÁCIA VIVA: ESCOLA FLORESTAN FERNANDES, EM CLÁUDIA (MT)

Patricia Rosinke, Maria Luiza Troian, Edna Lopes Hardoin, Germano Guarim Neto

Resumo


Este artigo apresenta uma pesquisa que visou conhecer e identificar a importância que tem, na comunidade local, o Projeto Ervas Medicinais: Farmácia Viva, desenvolvido na Escola do Campo do Assentamento de Reforma Agrária da região Norte do Mato Grosso. O Assentamento 12 de Outubro foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 2010. A pesquisa foi de abordagem qualitativa e teve como sujeitos dois professores e duas turmas de alunos da escola, envolvidos diretamente no projeto. O objetivo estava em conhecera dinâmica de desenvolvimento assim como compreender a importância desse projeto na preservação de saberes populares sobre plantas e na saúde da comunidade local. Para a produção de dados deste trabalho, utilizaram-se entrevistas semiestruturadas com os professores e roda de conversa com os alunos. Mesmo diante dos desafios para melhorias, por meio desta pesquisa, verificamos que o projeto mostrou-se com grande potencial para o desenvolvimento de habilidades que permitem conscientização em prol da preservação dos saberes populares que as famílias do assentamento têm.  


Palavras-chave


saberes populares, plantas medicinais, movimento dos trabalhadores sem terra (MST).

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.26571/REAMEC.a2019.v7.n1.p268-287.i8093

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