Antônio Rolim de Moura: Um Ilustrado na Capitania de Mato Grosso

Loiva Canova

Resumo


A proposta desse artigo é apresentar algumas informações sobre a história da administração de Antônio Rolim de Moura na Capitania de Mato Grosso, dada entre os anos de 1751 e 1764. Com o enfoque sobre o viver na Vila-Capital, fundada as margens do rio Guaporé, no ano de 1752. A região do Mato Grosso, conhecida pelos colonizadores desde início dos anos trinta do setecentos, no vale do Guaporé, constituiu em uma nova frente de colonização, que determinou uma política de ocupação portuguesa na bacia daquele rio. Na margem direita do rio, Antônio Rolim de Moura, em 1752, fundou Vila Bela da Santíssima Trindade. Estas terras integrariam um espaço de fronteira, ainda indefinida, entre as possessões espanholas e lusitanas na América, o que levou o Conselho Ultramarino português a fazer da Capitania de Mato Grosso o antemural da colônia. Rolim de Moura foi um dos responsáveis pela demarcação da fronteira amazônica, estimulou a criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão e foi um dos executores das políticas que redesenharam a fronteira Oeste da Amazônia. É nesse contexto de enfrentamento como administrador de extensa área do extremo oeste colonial e chefe da comissão portuguesa de limites com os territórios espanhóis que Rolim de Moura governou o Mato Grosso. Antônio Rolim de Moura foi cuidadosamente escolhido. Homem culto, gozando de prestígio junto à administração portuguesa pelos laços de parentesco com a casa de Bragança, serviu com presteza às ordens da rainha de Portugal, em margens bastantemente dilatada do império português. Foi governador da Bahia e também segundo Vice-Rei do Brasil. Depois de permanecer na colônia americana por mais de duas décadas, retorna a Portugal e lá falece em 8 de dezembro do ano de 1782. Palavras-chave: Antônio Rolim de Moura; Mato Grosso; Vila Bela da Santíssima Trindade.


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